O Código de Honra da Cavalaria

Baseado no manuscrito galês, com sete princípios da conduta e do procedimento dos Cavaleiros da Távola Redonda:
1 – Buscar a perfeição humana;
2 – Retidão nas ações justas;
3 – Respeito aos semelhantes;
4 – Amor pelos familiares;
5 – Piedade com os enfermos;
6 – Doçura com as crianças e as mulheres;
7 – Ser justo e valente na guerra e leal na paz.
Mesmo sob o viés cristão, admiramos o juramento do solene Cavaleiro que declara ser um fiel cumpridor do Código de Honra da Cavalaria. Ele nos remete às nossas Nove Virtudes, que em nossa percepção pessoal deveriam ser a base da fé céltica.
Adaptação bibliográfica:
Código dos Cavaleiros de Thomas Malory
Por Rowena A. Senėwėen
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Os Cavaleiros e suas Lendas
Nas diferentes histórias, sobre os Cavaleiros da Távola Redonda, seu número varia de 12 a 150 ou até mais. Dentre os inúmeros cavaleiros do rei Arthur relacionados a ele, os que tiveram um destaque mais significativo nos mitos arthurianos, conforme a lenda são:
Bedivere, Lucan e Lancelot
Sir Lucan e Sir Bedivere foram alguns dos poucos cavaleiros de Arthur que sobreviveram à Batalha de Camlann. Quando caiu a noite no campo de batalha, Lucan disse que seria melhor levar o rei para alguma cidade. “Eu gostaria que fosse assim”, disse o rei, “mas não posso ficar de pé, e minha cabeça não pode se mover”. Eles começaram a carregar o rei, mas, na tentativa, Sir Lucan caiu morto.
Arthur, sozinho com Bedivere, encarregou-o de levar sua espada, Excalibur, para além da margem do rio e, ao voltar, contasse o que tinha visto. Bedivere tomou a espada e dirigiu-se à água, mas no caminho observou a nobre lâmina e viu que o pomo e o cabo eram de pedras preciosas, sentindo que não podia sacrificá-la. Por duas vezes tentou atirá-la, mas não conseguiu, e Arthur percebeu a desobediência de Bedivere quando ele contou que viu apenas ondas inquietas e águas tristes. Ordenado novamente a lançar a espada no rio, Bedivere atendeu às ordens, lançando-a o mais longe possível, onde, por sobre a água, uma mão alcançou a espada e a segurou.
Sacudiu a espada três vezes, brandiu-a e então mão e espada desapareceram. Depois de cumprir a tarefa, Bedivere levou o rei nas costas até a beira da água. Lá, uma barca aportou com muitas senhoras, entre elas Morgana, e o rei foi colocado; em seguida, partiram para Avalon.
Sir Lancelot do Lago – O Herói Amargurado
O personagem Lancelot, como membro da confraria de Arthur, já era bem conhecido no século XII. Loomis constatou que havia vestígios de sua origem no guerreiro galês Lluch Llauynnauc e na divindade irlandesa Lugh Lamhfada. No entanto, é atribuída ao escritor suíço Ulrich von Zatzikhoven, na última década do século XII, a origem do nome Lancelot do Lago, retirado da tradução de um romance anglo-saxão. Lancelot era filho do rei Ban de Benoic, distrito da Britânia. Com a morte do pai, Lancelot foi levado pela Dama do Lago para seu palácio. Quando Lancelot completa quinze anos, sua mãe adotiva manda-o para a corte de Arthur. Ele luta em favor de Guinevere, mas não há nenhum adultério entre eles.
Lancelot tem namoros casuais e, por fim, casa-se com uma esposa amável e fiel. O primeiro a escrever sobre Lancelot como amante de Guinevere foi Chrétien de Troyes, que dizia que a história estava sendo ditada pela condessa de Champanhe. No início da história, Meleagant, um cavaleiro infiel, prende muitos dos súditos de Arthur em Goirre, terra rodeada de água. Por fim, Meleagant captura Guinevere.
Lancelot luta por sua rainha e, no final, em um combate solitário, consegue a libertação dela e de todos os outros reféns. A história se assemelha muito à que é contada por Caradoc de Lancafarn em “Life of Saint Gildas”, trabalho escrito antes de 1130, que relata que Guinevere teria sido capturada por Melvas e levada para a Ilha de Vidro. Arthur, com um grande exército recrutado em Devon e na Cornualha, sitia Melvas e salva Guinevere.
Na versão de Chrétien, ele troca Arthur por Lancelot. Arthur é apresentado como um homem de boa índole, benevolente, mas ineficaz, o que reduz drasticamente o seu poder. Isto se deve ao fato de que a corte de Champanhe, onde Chrétien escreveu sua história, não estava interessada em atos heróicos contra a Inglaterra, na qual o rei Arthur necessariamente fazia o papel de marido traído.
A traição de Lancelot e Guinevere é permissível, sem arrependimento entre os dois. É somente em “Lancelot” do Ciclo Popular que Guinevere exclama: “Teria sido melhor para mim se eu nunca tivesse nascido”. Foi com Malory que Lancelot foi chamado de o primeiro herói do romance moderno. Lancelot é um homem de grandes virtudes pessoais e profissionais, sem forças para resistir a uma paixão que, por um longo tempo, acredita ser mais ou menos incorreta e que, por fim, aceita ser completamente errada.
Ele tem inimigos: alguns têm ciúmes, outros ficam indignados com a sua ligação com a rainha, e é isso que acabará levando à guerra civil. Mas muitos o amam. Não somente Guinevere o ama, mas Arthur também; não somente a donzela Elaine de Astolat, mas também o irmão dela, Lavaine.
Os cavaleiros devotados a ele sentem admiração e forte afeição pessoal. Apesar de não poder ver o Graal por causa do adultério, Lancelot apresenta grande caráter moral tanto no episódio com Sir Urre quanto no da Donzela de Astolat.
Lancelot vai competir em um torneio disfarçado e, para desviar suspeitas, aceita uma prenda de Elaine. Vitorioso, mas ferido, é levado por Lavaine para um eremitério para ser curado. Gawain, sabendo da verdadeira identidade do cavaleiro, revela-a para Elaine, que cuidava dia e noite dele.
Bors vai ao encontro de Lancelot, ansioso e constrangido por tê-lo ferido, e pergunta: “Mas é Elaine que está interessada em você?”. “É ela. Não posso afastá-la de mim”, diz Lancelot. “E por que deveria afastá-la? É uma bela donzela, de boa aparência e bem instruída; pelos cuidados que tem com você, ela o ama muito”.
A resposta de Lancelot é agourenta: “Isso me deixa arrependido”. Quando está curado e pronto para partir, Elaine o pede em casamento e ele diz que prometera nunca se casar. Ela então pede para ser sua amante, ao que ele fica horrorizado e diz que nunca poderia fazer tal maldade com quem o tinha tratado tão bem. Ela diz então que nada resta senão morrer de amor.
Para evitar isso, Lancelot promete a ela um dote de mil libras por ano e que qualquer cavaleiro que ela escolha possa se casar com ela. Ele recusa todas as propostas dela, pois o que ela quer é ser somente sua esposa. “Bela donzela, por essas duas coisas tens de me perdoar”, respondeu Lancelot. Assim, ela gritou e desmaiou.
Durante nove dias, Elaine não comeu, bebeu ou dormiu. No décimo dia, ela morreu. A carta que pedira para escrever para Lancelot estava em suas mãos, e ela foi colocada em uma barca recoberta de tecido negro que desceu até Winchester.
Na carta estava escrito: “Nobre cavaleiro, Sir Lancelot, agora é com a morte que eu disputo o teu amor. Os homens me chamavam de Bela Donzela de Astolat, mas eu te amava, e por esta razão a todas as damas faço meu lamento. Rezem por minha alma e, por fim, me enterrem. Este é meu último pedido. E tomo Deus por testemunha de que, como donzela casta, morri. Sir Lancelot, reza por minha alma, pois tu és sem igual.”
Mas o romance entre Lancelot e Guinevere não poderia ficar para sempre ignorado. Modred e seu irmão Agravaine passam a vigiá-lo e, por fim, encontram Lancelot desarmado na cama da rainha. Lancelot mata o primeiro do bando que o ataca e foge. A rainha é condenada à fogueira. É fora dos muros de Carlisle que Lancelot salva a rainha, já despida, só de camisola, prestes a ser levada para o poste. Corpo a corpo, ele vai abrindo caminho e, sem saber, mata Sir Gaheris e Sir Gareth, irmãos do vingativo Sir Gawain.
Ele leva a rainha para seu castelo de Joyous Garde, para onde partem Arthur e Gawain em seu encalço. A disputa é resolvida por um combate entre Gawain e Lancelot, com vitória de Lancelot. Nesse meio-tempo, Modred havia raptado a rainha e planejava casar-se com ela e tornar-se rei. Arthur parte então para lutar contra Modred, morrendo os dois no confronto. Guinevere, arrependida, entra para um convento, e Lancelot para uma ordem, onde, depois da morte de Guinevere, definha até a morte.
Sir Gawain – O Cavaleiro Vingativo
Sir Gawain é muitas vezes descrito como sobrinho de Arthur, filho de Morgause e irmão de Sir Gaheris e Sir Gareth. Possuía um comportamento muito irritadiço, como pode-se constatar em Layamon, que, quando Arthur descobre a traição de Modred e Guinevere, Gawain declara que vai enforcar Modred com suas próprias mãos e que Guinevere deve ser despedaçada por cavalos selvagens.
Outra passagem, descrita por Malory, onde se pode visualizar o caráter vingativo de Gawain, é mostrada quando do cerco ao castelo de Lancelot, que durante a fuga com a rainha mata Gaheris e Gareth, afirma que a acusação de traição contra ele é falsa e que o julgamento por combate havia mostrado que ele estava certo. Arthur poderia até perdoá-lo, mas Gawain não deixa que isso ocorra. O clímax da história é a luta entre Gawain e Lancelot.
A luta é interessante, pois mostra vestígios de uma história muito antiga. Gawain tem uma peculiaridade que lhe permite ganhar força física no período que vai das nove da manhã até o meio-dia. Malory diz que isso era um presente de um homem santo, mas é claro que Gawain era um adorador do Sol.
O conto mais famoso de Sir Gawain, no entanto, é intitulado Sir Gawain and the Green Knight, escrito por volta do ano 1400. No dia do Ano-Novo, quando o rei, a rainha e a corte estão reunidos para um jantar, um cavaleiro de tamanho incomum entra no casarão com seu cavalo. Pede que algum cavaleiro ali presente lhe dê um golpe no pescoço com o machado que ele carrega e que, no próximo Ano-Novo, o oponente esteja na Capela Verde para receber, por sua vez, o seu golpe.
O cavaleiro e suas roupas, assim como seu cavalo, os trajes e os arreios, tudo era verde. O ouro e o aço estavam manchados de verde; os arreios reluziam e cintilavam com pedras verdes, e filetes de ouro estavam entrelaçados na crina verde do cavalo. Arthur imediatamente se oferece para o desafio do cavaleiro, mas Gawain se interpõe e o toma para si. Com um golpe de machado, decepa a cabeça do cavaleiro, que rola pelo chão, espalhando sangue na carne verde.
O Cavaleiro Verde recolhe a cabeça. Levanta as pálpebras, olha vivamente e então encarrega Sir Gawain de encontrá-lo naquele dia, após um ano, na Capela Verde. Segurando a cabeça pelos cabelos verdes, monta em seu cavalo e deixa o casarão. Um ano depois, para manter a palavra, Gawain chega ao castelo de Sir Bertilak, anfitrião cordial e generoso que, por ter cor normal, não é reconhecido como sendo o Cavaleiro Verde. Gawain chega ao castelo em completo estado de exaustão. Recebido com hospitalidade, envolvido em um manto de arminhos enfileirados, é convidado a sentar ao lado de uma lareira com brasas de carvão.
Quando Sir Bertilak retorna ao seu castelo, depois da caça, recebe o hóspede com muita cortesia e combina com ele que daria o produto de sua caça a Gawain todo dia e, em troca, Gawain lhe daria algo que tivesse recebido no castelo. Durante a sua estada no castelo, Gawain recebe de manhã, antes de sair da cama, a visita da bela mulher de Bertilak, vendo-se obrigado a resistir às suas investidas. Por dois dias assim o faz, aceitando somente beijos que, à noite, transmite a Sir Bertilak em troca da caça.
Na terceira manhã, porém, a senhora lhe oferece um cordão verde que o protegerá de qualquer ferimento; o medo de sua provação faz com que o aceite, mas esconde o fato de seu anfitrião. Quando chega o dia do Ano-Novo, para honrar seu compromisso, ele sai em busca da Capela Verde. Achando o local, o Cavaleiro Verde aparece para devolver o golpe de Gawain. Se ele não tivesse aceitado o cordão verde, o machado teria caído sobre ele inofensivamente, mas isso não aconteceu: o machado esfola sua pele e seu sangue jorra. Gawain parte e retorna à corte de Arthur, a quem confessa sua pequenez por ter aceitado o cordão.
Persival e Galahad – A Demanda pelo Santo Graal
As histórias de Galahad e de Percival estão intimamente ligadas ao Santo Graal. Galahad era filho de Lancelot com Elaine e, por sua pureza, era o único cavaleiro que poderia sentar-se na “cadeira perigosa”, um assento que sempre ficava vazio na Távola Redonda e que apenas um escolhido poderia ocupar. Galahad chega então despido de qualquer arma ou brasão, apenas com uma túnica branca, e, durante a história, vai se armando com armas mágicas, como uma espada que se encontrava encravada em uma pedra e que flutuava no meio do lago.
Durante a busca pelo Santo Graal, Lancelot apenas poderia vislumbrar o brilho do Graal, por ser o melhor cavaleiro do mundo, mas manchado pelo adultério. Já Galahad, por ser puro de coração, é permitido que ele não apenas veja o Graal, como também o toque, porém isso lhe causa a morte.
Percival também foi um cavaleiro altamente envolvido com a busca pelo Graal. Na obra inacabada “Perceval” ou “Le Conte del Graal”, de Chrétien de Troyes, temos a primeira aparição de Percival.
A mãe de Percival, que tinha perdido os irmãos e o marido em torneios de cavalaria, havia jurado levar seu filho, ainda criança, para um refúgio em uma floresta nos contrafortes de Snowdon, onde ele nunca ouviria a palavra “cavaleiro”. Em uma manhã de maio, o menino está no meio da floresta e, embora não possa ver nada por causa das folhas, ouve o ruído da aproximação de cinco cavaleiros. Quando ele vê suas cotas de malha brilhantes, seus capacetes, escudos e lanças reluzentes, coisas que nunca tinha visto antes, e a luminosidade verde e rubro-escarlate brilhando ao sol, e ouro, azul-celeste e prata, grita maravilhado:
“São anjos!” Todas as preocupações de sua mãe se frustram em um único momento. Quando ele ouve que tais pessoas eram cavaleiros e que estavam ligados à corte de Arthur, declara que irá com eles ao rei que faz cavaleiros.
Quando jovem cavaleiro, Percival é guiado a um rio onde vê um homem pescando. Este é o rei pescador. Ele então o convida para entrar em seu castelo, localizado acima da margem do rio. Quando chega, seu anfitrião está deitado, diante dele, em um leito do qual não pode mover-se sem ajuda. O rei fora ferido entre as pernas e, enquanto as feridas não sarassem, suas terras permaneceriam áridas e estéreis.
O rei pescador é um anfitrião cortês e generoso. Enquanto ele e seu hóspede estão jantando, um desfile ritual abre caminho pelo salão: uma donzela leva um prato, em seguida outra donzela carrega um prato entalhado, acompanhada por um escudeiro que segura uma lança sangrando, e atrás deste passam criados carregando candelabros. Eles vão alimentar o pai do rei pescador, que é invisível e mantido vivo com uma hóstia consagrada levada pela donzela em um dos pratos.
O Graal ficava no castelo e era carregado por uma donzela e espalhava tamanha luminosidade pelo salão que ofuscava todas as luzes da sala. Durante o desfile, Percival deveria ter perguntado: “Quem é servido com este Graal?”. O erro de Percival resultou não só na continuidade da doença do rei pescador, mas também na deterioração geral da sociedade. Depois da batalha de Camelann, Percival e Lancelot tornam-se monges.
Sir Tristão de Lionesse – O Cavaleiro Poeta
O nome do pai de Isolda, Gormond, é escandinavo, e ela mesma aparece às vezes como “Isolt”. Acrescenta-se a isso o fato de ela ser loura (la Blonde), o que sugere a ideia de que a história remonte ao tempo dos vikings na Irlanda. No entanto, segundo a maioria dos autores, a lenda é celta e tem por base a vida de um rei picto que viveu na Escócia, onde reinou de 780 a 785 d.C. Chamava-se Drest, filho de Talorgen.
A popularidade da história de Tristão e Isolda foi consolidada graças a Maria de França, uma mulher de quem pouco se sabe, que escrevia “lais”, versos sobre histórias de cavalaria já conhecidas ou que ainda circulavam entre os contadores de história. Seus versos intitulam-se “Chèvre Feuille” (A Madressilva). Esse conto, conhecido desde o ano 1000, é de origem puramente celta, sem conexão com Arthur. A história passa-se na Cornualha, onde Marco é rei, mas o magnetismo causado pelo nome de Arthur fez com que essa história se prendesse também ao corpo da lenda. Tristão não era famoso por sua habilidade como lutador, mas tinha grande agilidade física. Era também harpista.
A história de Tristão é marcada por tragédias. Dizia-se que ele nunca foi visto sorrindo, a começar por seu nascimento, quando seu pai é morto em batalha, perdendo o reino de Lionesse, e sua mãe morre no parto. Graças a essas tragédias, ele recebe o nome de Tristão. Criado por um cavaleiro como se fosse seu filho, Tristão desconhece sua origem e o parentesco com o tio Marco.

Ainda criança, Tristão mata por acidente outro menino durante uma rixa. Levado para longe a fim de receber educação de cavaleiro e um dia recuperar seu trono, Tristão acaba preso em um navio muçulmano, onde seria vendido como escravo, se não tivesse conseguido fugir, indo parar nas costas da Cornualha. Durante muito tempo permanece na corte do rei Marco, sem revelar a este que era seu sobrinho, o que ocorre quando a Irlanda cobra um antigo tributo da Cornualha que, se não fosse pago, só poderia ser substituído pela luta entre dois campeões da família real.
Tristão se oferece e parte para lutar contra Morolt, matando-o quando este prende a espada no casco do barco. Ferido pela espada envenenada de Morolt, Tristão é colocado em um barco sem remos com sua harpa, para ser curado pela rainha da Irlanda. Durante sua permanência disfarçada, com o nome de Tristão, acaba se apaixonando pela princesa Isolda, que cuidava dele.
Isolda acaba prometida a Marco, e Tristão retorna à Irlanda para buscá-la. Na viagem de volta, no entanto, eles bebem um filtro de amor que a criada de Isolda, Brangwen, havia preparado para a noite de núpcias da princesa; com isso, uma paixão cega toma conta deles, de tal forma que, quando chegam à Cornualha, já são amantes.
Começa então o mórbido, mas interessante relato do casamento de Isolda com o já desconfiado Marco e a continuação de sua aventura com Tristão. Segue-se então a descoberta e a fuga de Tristão para a Britânia, onde se casa com uma princesa apenas porque seu nome também era Isolda (Isolda das Mãos Brancas), sem conseguir consumar o casamento.
Quando está prestes a morrer de uma infecção causada por uma seta envenenada, Tristão manda uma mensagem, implorando que Isolda viesse até ele, e ordena que, no retorno do barco, fossem estendidas velas brancas se ela viesse e negras se ela não viesse. Quando as velas brancas são vistas se aproximando, sua esposa diz que elas são negras. Angustiado, Tristão morre e Isolda chega, finalmente, para morrer ao seu lado.
E assim se encerra essa jornada!
Adaptação da fonte bibliográfica:
O Rei Arthur e a Távola Redonda – Mauro Lima
Por Rowena A. Senėwėen
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Brumas do Coração
Nobre cavaleiro, as brumas dissipam a ilusão
E pedem passagem pelos mundos da eterna magia
No sonho que se desfaz na noite fria da imensidão.
Perdido nas terras distantes da emoção
Que um dia sozinho cavalgou,
Pelas sendas do mistério e da paixão.
Esqueça a dor e adentre o templo sagrado
Aqueça sua alma cansada nas chamas eternas
Construído e edificado num momento encantado.
Espaço de tempo chamado Avalon, a ilha do verão
Muito além da percepção das nossas lembranças,
Que destrói as barreiras da mente e da razão.
A essência que flui pelas teias do desconhecido
Onde a vida é eterna e as histórias verdadeiras
Aquele que vence a si mesmo é o escolhido.
Completa o ciclo da transformação
Para renascer nas espirais da vida
Envolto pelas brumas do coração
Rowena A. Senėwėen ®
Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.
"Três velas que iluminam a escuridão: Verdade,
Natureza e Conhecimento." Tríade irlandesa.
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