4. Salgueiro (Sail/Willow/S)

Nó Celta

O Salgueiro simboliza a magia, a vidência e a morte. Relaciona-se à visão noturna, ciclos lunares e aos aspectos femininos. Podendo se conectar aos ancestrais para honrá-los de alguma forma, através do elemento água. Presságio: siga sua intuição e o fluxo da vida do momento presente.

É conhecido também como aspirina, uma representação sintética do ácido salicílico encontrado na casca do salgueiro branco. Possui propriedades para afinar o sangue, por conseguinte, aumenta o risco de sangramento em algumas pessoas. Em suma, um limiar tênue entre a vida e a morte.

Além de explorar a botânica e suas reflexões contemporâneas, estude o folclore e os mitos relacionados a esta árvore. Boa leitura!

Rowena Ferch Aranrot ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.
(Texto atualizado em 14/01/2024)

S, Sail  >-,,,,-
O Salgueiro – A Árvore Lunar

Pronúncia: Sále (engula o e para não dizer sáli)
Tradução: Salgueiro
Nome científico: Gênero Salix, família Salicaceae, várias espécies
Irlandês antigo: Sail
Galês: Helygen
Significados básicos: a Lua, feminilidade e fluidez
Inglês: Willow
Classe: Camponês
Cor: Sodath, “uma cor delicada” (como amarelo claro ou marfim, por exemplo)

Bríatharogaim:

Bríatharogam Maic ind Óc
Sail: lúth bech, “sustento de abelhas”

Bríatharogam Con Culainn
Sail: tosach mela, “princípio da doçura”

Bríatharogam Morainn mac Moín
Sail: lí ambi, “palidez do morto”

Comentários:

A ligação do salgueiro (“chorão”) com a morte é antiga. De fato, o motivo seja a aparência desconsolada dos ramos abatidos e das folhas finas do salgueiro, ou porque ele cresce em lugares úmidos e sombrios, ou porque suas folhas de um verde pálido sugerem a lividez da transformação.

Em contraste com essas associações lúgubres, o salgueiro é também o emblema do artesanato. Seus ramos longos e flexíveis fornecem o material para muitos itens úteis e práticos: cestos, assentos, cercados, cabanas e, até mesmo, botes. O tradicional bote irlandês chamado “curragh” é feito pelo estiramento de uma pele impermeável sobre uma armação de ramos de salgueiro entrelaçados.

Visto que, ao unir as imagens da morte e do trabalho manual, Sail torna-se um emblema de magia e mistério. É o salgueiro na margem do rio, com suas folhas no ensolarado mundo quotidiano e suas raízes no escuro e úmido mundo inferior. A misteriosa serpente marinha que vive além dos limites do mundo conhecido e o trabalho em que o adepto parte em uma viagem para o desconhecido.

Afinal, o salgueiro esteve presente em A Batalha das Árvores, pois Taliesin diz:
Os Salgueiros e Sorveiras chegaram tarde para o exército.

Sagragnos & Coslogenos

Sagragnos: a Intuição. Sail é o salgueiro, a jovem esbelta, graciosa. É a visão e a imaginação intuitivas, soltas. O sonho e a compreensão súbita do que ele significa. É a Lua que se movimenta em seus ciclos. A cheia e a vazante das marés. É a mulher. E a vida. É a roda. O nascimento de um ciclo psíquico, a abertura das páginas do livro do mistério. É o crescimento da vegetação. O desenvolvimento dos aspectos meditativo e psíquico do ser. É a harmonização conjunta. O progresso no trabalho mágico, solitário ou com outros. É obtenção supra-racional da percepção, qualquer que seja a realidade revelada. Por fim, um aspecto deste caractere pode ser a sugestão de que é agora o tempo de dar mais atenção à intuição, incluindo-se os sonhos.

Sobretudo, pode ser o desejo de tomar medidas práticas, estar pronto a responder à inspiração, permitindo-se um período de criatividade artística. Assim como em todas as fontes de conhecimento, o equilíbrio é o melhor e é possível empregar a análise racional de quaisquer sugestões que sejam transmitidas.

Coslogenos: tristeza, mágoa, liberação da dor, torpor, deixar partir, ir embora. Ocasionalmente, pode afundar-se em miséria e estagnação.

Coirí Filidechta – Os Caldeirões da Poesia:

  1. Coire Goiriath (Caldeirão do Aquecimento), físico: uma relação confortável com o mundo material está cheia de lições e ciclos de valores mutáveis. Certamente, a mudança é necessária para o crescimento e os valores não são exceção à regra.
  2. Coire Érmai (Caldeirão do Movimento), emocional/mental: para ganhar compreensão de um conceito particular, uma avaliação dos fatos é o fundamento que traz a compreensão. Porém, não se pode aprender tudo em uma só lição. Repetição é a chave.
  3. Coire Sois (Caldeirão da Sabedoria), espiritual: este é um período mais de calma do que de ir adiante com toda a velocidade. Portanto, aprenda a brincar com a natureza cíclica das coisas.

Bellouesus Isarnos
Considera-te recepcionado, com meus votos de encontrares aqui algo que desperte teu interesse ou que não te entedie.

Nemeton Beleni:
https://nemetonbeleni.wordpress.com


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Natureza e Conhecimento." Tríade irlandesa.

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